Entropia

Medindo a "desordem" do dia-a-dia…

Sobre analogias e arapucas…

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Analogia. Segundo o Michaelis Online:

analogia
a.na.lo.gi.a
sf (gr analogía) 1 Qualidade de análogo. 2 Proporção matemática ou igualdade de razões. 3 Semelhança de propriedades. 4 Semelhança em algumas particularidades, de funções etc., sem que haja igualdade atual ou completa: Não há como negar a analogia entre o coração e uma bomba aspirante-premente. 5 Filos Identidade de relação entre seres de natureza diferente. 6 No ocultismo, método lógico intermediário entre a dedução e a indução, pertencente à teoria. Antôn: diferença. Raciocinar por analogia: julgar pelas semelhanças que existem entre os fatos.

O que esse bloco de texto (que na minha opinião não ficou bem colocado aqui) quer dizer é que a analogia é uma forma que os seres humanos encontraram para explicar algo que não conseguem explicar de forma completa por outra forma, e por isso captam apenas as principais características daquele objeto e tentam explicar seu comportamento através de outro objeto que possua essas características. Criar uma analogia é como criar um modelo matemático, você tira aquilo que acredita não ter tanta importância para manter apenas o mínimo necessário, e portanto ambos são análogos um ao outro.

Acho que as analogias são uma das formas mais interessantes de expressão da inteligência. É aquele papo gostoso que te ensina algo e começa com um “Deixa eu te contar uma história…”. A história às vezes a gente sabe que não é de verdade, que nem mesmo parte dela aconteceu, mas mesmo assim ouve. Ouve porque no final das contas todo mundo gosta de ouvir uma boa história e se a outra pessoa está se esforçando tanto para tentar contar algo, no mínimo esse algo deve valer a pena…

Os antigos tratados alquímicos possuíam muitas analogias: Afinal, quantas vezes você viu um leão verde com sete estrelas devorar o Sol verdadeiro e não aquele que está refletido no lago?

Os antigos tratados alquímicos possuíam muitas analogias: Afinal, quantas vezes você viu um leão verde com sete estrelas devorar o Sol verdadeiro e não aquele que está refletido no lago?

E quem conta a história então? O sábio, mesmo que sábio apenas por um momento, que conseguiu traduzir para você um conceito complexo em palavras simples e, geralmente, algumas risadas? No mínimo ele te conta algo que nasceu da experiência e da observação, que nem sempre pode ser aplicado diretamente, mas que te leva a usar a sua própria imaginação e seu raciocínio a olhar a situação por outro lado. A analogia é o prêmio final de uma experiência, quando você já usufruiu de tudo de bom que a situação lhe trouxe e quer passar ao próximo o último fruto. Espero um dia contar histórias bem também, assim como tantos grandes homens que me ensinaram grandes coisas através de pequenos “causos”…

Buscando um dia contar grandes histórias, arrisco-me a montar, hoje, uma analogia sobre conquistas utilizando algo que aprendi com meu avô quando era uma criança: caçar passarinhos com uma arapuca. Embora ele tenha me mostrado apenas uma vez como construir uma arapuca, ainda hoje 17 anos depois me lembro de cada parte importante da estrutura dela, de como era necessário colocar as ripas de bambu bem próximas, como posicionar o gatilho da armadilha e coo capturar um passarinho.

Assim como numa conquista de um objetivo qualquer, para pegar um passarinho é necessário criar uma arapuca: algo que irá limitar os movimentos da nossa ave uma vez que ela encontre-se em determinada posição. Para que a ave permita-se entrar no raio de ação da armadilha, duas coisas são necessárias: que a armadilha aparente ser inofensiva e que haja algum atrativo para que o pássaro vá até lá, pois a armadilha não se desloca. O caçador deve ficar com a corda que disparará o gatilho sempre na mão, para puxá-lo assim que a pequena ave esteja em posição. Para que a armadilha pareça inofensiva, ele deve ficar a uma distância razoável para que o pássaro não a associe com perigo. Por outro lado, também não deve manter-se afastado demais a ponto de não captar o momento certo de agir.

Após o gatilho disparado e o pássaro preso na armadilha, o trabalho para a conquista ainda não acaba mas o jogo ganha outras regras: o pássaro sabe agora do perigo, mas não sabe para onde fugir; o caçador tem o pássaro preso mas ainda precisa se arriscar a levantar a arapuca, e dar uma chance ao pássaro fugir, para pegá-lo com suas mãos e colocá-lo na gaiola. Esse movimento deve ser tão rápido e preciso quanto aquele de puxar o gatilho, mas diferente do primeiro não pode ser adiado indefinitivamente. Há ainda o perigo da ave fugir se ele for descuidado, mas também ela pode machucar-se debatendo-se nas paredes da armadilha e perder toda a beleza caso demore-se muito nesta fase.

Depois que todas as peças estão no lugar, você precisa levar  o cheque-mate até o fim no ritmo certo...

Depois que todas as peças estão no lugar, você precisa levar o cheque-mate até o fim no ritmo certo...

Lembro-me que eu era muito bom na primeira parte, de esperar e então puxar o gatilho, mas tinha que confiar na experiência de meu avô para conseguir terminar a segunda. Só ele sabia a quantidade certa de força, velocidade e suavidade para pegar o pássaro com firmeza e sem machucá-lo. O que eu fazia com muito esforço ele fazia naturalmente, com uma técnica fruto de muitos anos de experiência.

Assim acredito que é todo tipo de conquista: preparação da armadilha, sedução paciente do objeto da caça e, por fim, uma mudança total nas regras e no ritmo das ações para pôr ao nosso domínio o caçado. Às vezes a gente não temos tão demarcados quando termina uma das fases e inicia-se outra, mas a divisão assim é uma ferramenta lógica útil a análise da situação.

E num conto, também fiz uma analogia…

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Written by CaWal

setembro 14th, 2011 at 1:35 am

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Sobre minha restrospectiva de 2010 e oque trará 2011…

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Este ano foi um ano muito interessante: como todos os anos teve seus altos e baixos, seus momentos de alegria e seus momentos de sentir-me fraco, mas durante o ano foi colocadas a mim séries de situações que me fizeram repensar meus conceitos, separar cada um um dos outros, diferenciar aqueles que são daqueles que não são úteis para mim e deixar aqueles que não adicionam nada ao meu caráter para buscar formar um caráter ainda melhor, mais coeso.

Claro que em todas as retrospectivas que alguém pode fazer (para qualquer um dos os anos que essa pessoa passar) sempre existirá uma parcela falando da evolução de si mesmo, mas para mim, neste ano, essa parcela foi consideravelmente maior que aquela de qulquer outro ano até então. Provavelmente porque desde o começo estava determinado a pôr em xeque todas as bases daquilo que achava que sabia sobre o mundo mundo: no ano anterior havia passado por momentos que abalaram aquilo que era a minha zona de conforto e que fazia com que eu pensasse já estar maduro. Hoje eu agradeço à esses momentos: toda a insegurança e toda a adrenalina que tive ao passar por eles me jogou para a frente, sem poder parar para pensar muito, e quando eu percebi oque havia acontecido estava explorando novos horizontes e encontrando coisas ainda mais preciosas que aquelas que tive anteriormente. Isso foi muito bom!

Este ano tomei para mim novas formas de agir, prezando ainda mais a minha curiosidade que nos anos anteriores e menos oque presumo que as coisas “devem ser”. Fortaleci a idéia que cada um tem seus próprios valores e que ter seus valores é algo extremamente importante, mas que ser capaz de deixá-los de lado quando eles se revelam falhos é ainda mais importante pois mesmo que por um momento se conheça a “verdade”, esta tem a péssima (ou não) mania de mudar conforme o tempo passa. Que muita coisa que eu evitei antes evitava não pelo oque era essa coisa em si, mas sim pelo tipo de ações que as pessoas tomavam com aquela coisa, e então provei a mim mesmo que eu podia fazer diferente: podia estar entre aqueles que agiam corretamente.

Perdi minha avó e percebi que deveria usar sempre o agora para ser feliz, pois era oque ela fazia oque podia para que eu fosse sempre que me via. Perdi meu pai e percebi que não importa oque a gente sinta: se a gente não falar para as pessoas oque elas são para nós hoje pode ser que também deixemos para depois-de-amanhã quando for amanhã, e fazer assim por anos, até que não haja nenhuma chance mais de falarmos. E se não falamos também não temos como esperar que a outra pessoa saiba e se comova com isso.

Escolhi pecar pela ação que pela inação, pensando que quando chegar minha vez de ir terei certeza que fiz o melhor do meu melhor. E percebi que tenho sempre que melhorar meu melhor porque sempre pode surgir uma situação que exija mais de mim que eu esteja preparado no momento… E que isso é bom, pois me faz duplicar os esforços para melhorar… e que isso é necessário pois muitas vezes minhas ações não influenciam apenas a mim, mas também a uma segunda ou uma terceira pessoa, e que as minhas ações corretas podem ser decisivas. E também aprendi a deixar o orgulho de lado e perguntar como as pessoas enxergam minhas ações quando estou num terreno novo, pelo qual nunca passei. (Mas sempre guardando à mim o peso das escolhas que eu faço, claro.)

Conheci pessoas que se tornaram extremamente importantes para mim e vi pessoas que já estavam no meu redor no início do ano tomarem novos papéis. Ouvi elogios que não pedi e agradecimentos que não esperava. Tive que ser rude com pessoas que gosto para que elas vissem que eu realmente gostava delas e que elas que haviam se confundido sobre os propósitos de meus atos e palavras. (Outros tiveram que ser rudes comigo pelo mesmo motivo, então acho que todo mundo precisa ser sacudido de vez em quando, né? O importante é saber levar essa sacudida e entender o quanto dói àquela pessoa ter que fazer isso conosco, e que depois disso tudo deve voltar ao normal novamente! ;-) )

Cresci nas opiniões das pessoas do meu laboratório, sempre exigentes mas sempre prontas a ensinar oque é ser um profissional e um bioinformata verdadeiro. Sinto que agora estou pronto para encarar desafios maiores no lab, como a pós-graduação que espero entrar no próximo ano. Também sinto-me pronto para, no ano-que-vem, encarar os desafios de começar meus planos voltados a adquirir um crescimento financeiro mais sólido, que não necessariamente seja “viver de bolsa de pesquisa”, e sinto que conseguirei levar tudo isso ainda tendo uma grande flexibilidade nos meus horários e compromissos! Muito bom!

Saio deste ano ainda mais forte que planejava mas vejo que ainda há muito para me fortalecer, pois ainda há situações que virão para mim e que necessitarão de um espírito mais forte e preparado. Quero manter todo esse ritmo de evolução (Que eu cresça e amadureça na mesma velocidade, ou ainda mas rapidamente, no ano-que-vem! Quando conhecemos a adrenalina de estar sempre mudando/melhorando fica difícil de querer parar, né?) mas vejo que o próximo ano é um ano para fechar ciclos e colher os frutos desses ciclos: em seis meses eu termino minha graduação e passo para uma nova fase em minha carreira, planejo logo sair de minha casa e tomar todas as responsabilidades de morar sozinho (até como mais uma forma de continuar a amadurecer e por uma necessidade de ter o meu espaço) e outros aspectos de minha vida também terão mais alguns momentos de cultivo e logo darão frutos! O ano-que-vem será muito intenso e bom para mim! Que também o seja para todas as pessoas que me são importantes!

(E quem sabe no próximo ano este blog ganhe mais posts que o número de meses que o ano terá? Bom, isso não tenho a menor idéia se acontecerá ou não! Hahahahahaa…)

Dentre tanta coisa boa, deixo aqui também registrado a saudade que sentirei de amigos que completaram a graduação este ano e que estarão seguindo suas vidas em outras cidades no ano-que-vem: Emo, Naty, Poia, Japa, Atocha, Paty… Foi muito bom dividir minha graduação com vocês e com todos! Interessante ver como todos mudamos durante esses anos que estivemos juntos na USP! Espero que ainda nos encontremos freqüentemente se possível, mas ao menos gostaria e ver vocês daqui a uns anos e comparar hoje com oque teremos nos tornado!

Para terminar, mais uma vez lembrar como as mudanças acabam sendo sedutoras à aqueles que passam por elas, mesmo que num primeiro momento nos deixem meio confusos ou ansiosos!

White Knuckles

(Composição: Ok, GO. Letra em http://letras.terra.com.br/ok-go/1615155/)

you’ll never get that taste, out of your mouth
you’ll never the paw prints, out of the hen house now
and you can’t go back, same way you came
round all the pieces up, but they just dont fit the same

white knuckles
maybe it’s not so bad
so let your hair down now

white knuckles
yeah maybe its not so bad
aww go ahead and let it down

so come and let it all out, let it bleed
did you get what you want? did you get what you need?
behind the lines, behind the walls
tell me whats the bet you made, was it that bad after all?

white knuckles
yeah maybe its not so bad
so let your hair down now

white knuckles
aww maybe its not so bad
just let it all come down now

so just have fun, its far enough
everybody needs to sleep at night, everybody needs a crutch
but couldn’t good, be good enough?
cause nothin’ ever doesn’t change but nothin’ changes much

yeah, maybe its not so bad
so let your hair down now
white knuckles

aww maybe its not so bad
just let it all come down now

yeah maybe its not so bad
just let your hair come down now

oh maybe its not so bad
just let it all come down
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Written by CaWal

dezembro 23rd, 2010 at 8:28 pm

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Dica: screen, mantendo programas trabalhando enquanto você está desconectado!

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Bom, essa INICIALMENTE é uma dica para o pessoal do meu laboratório (que logo vai ter que começar a colocar nossos programas para fazer análises over-nighters no nosso servidor Linux) mas é útil para todo mundo que trabalha com servidores: muitas vezes desejamos que algum processo fique executando em nossos servidores mas não podemos manter o SSH conectando nossas máquinas todo o tempo necessário (principalmente nós que em geral estamos trabalhando de um lugar qualquer [Viva às redes wireless da USP!] e rodando programas que podem levar mais que apenas alguns minutos para dar a saída esperada). Outro caso interessante é quando queremos realizar algo de forma colaborativa na linha de comando (Como caso dois de nós estejam trabalhando numa mesma análise.) com as duas pessoas observando e interferindo ou não noque está sendo feito. Para esses dois casos (e para muitos outros) o screen é uma ferramenta poderosa.

Oque o screen faz, em primeiros princípios, é criar uma sessão desacoplada e independente do terminal virtual que você está usando, e isso lhe permite fechá-lo e ainda assim mantê-la funcionando e retornar a ela mais tarde. Todos os processos criados dentro do screen serão mantidos mesmo que você esteja completamente desconectado do servidor. Legal, né?

Vamos logo ao como usar então!

Criar uma nova sessão, desacoplar dela e voltar novamente

Criar uma nova sessão do screen é simples:

$ screen

Assim que o comando anterior entra o terminal é limpo e você já está numa sessão do screen (talvez depois de uma mesagem de “boas vindas”). Qualquer comando utilizado aqui terá o mesmo efeito que no shell normal e se você digitar exit você terminará a execução do exit e retornará ao terminal normal.

Isso à primeira vista não é nada tão interessante, não é? Queremos deixar o screen funcionando, provavelmente com algum processo ativo, mesmo que saiamos: como fazer isso?

Oque devemos fazer é, ao invés de terminar a sessão, desacoplá-la (detach) usando o comando Ctrl-a d (Primeiro aperte Ctrl e a simultaneamente, então solte-os e aperte d. Como Ctrl-a é comum nos comandos do screen, vou abreviá-lo para C-a assim como a Man-page dele faz.). Assim manteremos ela funcionando mas poderemos fazer outras coisas.

screenshot5

Para retornar a uma sessão iniciada e que você se desacoplou, use

$ screen -r

ou

$ screen -x

Caso haja mais de uma sessão iniciada pelo seu usuário vai ser necessário colocar  o PID dela, que será mostrado na mensagem de erro:

screenshot6

Com

$ screen -ls

listamos todas as sessões do screen que deixamos ativas, caso tenhamos esquecido se já exista alguma ou não. Quando estamos criando uma sessão nova, podemos dar a ela um NOME que vai ser muito mais fácil para lembrar e associar com oque estamos rodando nela que simplesmente seu PID (e que podemos usar no lugar dele para retornar à sessão mais tarde). Para isso, usamos a opção -S :

$ screen -S NOME

Uma última opção interessante é a -L, que ativa um log de tudo oque é feito pelo screen. Isso pode ser muito útil em sessões compartilhadas ou naquelas em que é importante poder mais tarde checar se tudo foi feito corretamente.

Fazendo mais com  o screen

Fora o C-a d, para desacoplar-se de uma sessão, o programa tem vários outros comandos interessantes. Tente C-a c agora, oque aconteceu?

Se d era detach, c é clear…  Não, brincadeira: c é usado para criar uma novo terminal dentro da sessão. Com C-a p (previous) e C-a n (next) você pode agora trocar entre os dois terminais facilemente e rodar programas diferentes ao mesmo tempo em cada um. Com C-a w (windows) você poderá ver uma lista com os terminais abertos nessa sessão na parte de baixo da tela. Brinque um pouco com isso se quiser, que é algo bem útil quando não queremos fazer várias sessões de SSH simultâneas. Para fechar um desses novos terminais, use o costumeiro exit sem medo, pois agora o comando só irá terminar a sessão  quando todas as “janelas” fecharem.

Outros comandinhos interessantes são o C-a S e o  C-a |, que dividem a área de trabalho atual em duas seções, seja verticalmente ou horizontalmente. Você pode então alternar entre elas com C-a tab e olhar duas “janelas” diferentes ao mesmo tempo, como nas imagens abaixo:

Dividido em quatro seções

Dividido em quatro seções

Mudando com C-a <tab>

Mudando com C-a TAB

Para fechar uma dessas regiões use C-a X para remover a região atual e C-a Q para remover todas as outras que não sejam a atual.

Essas brincadeirinhas sempre são úteis ;-) , vamos agora ver…

Como permitir que outro usuário se conecte

Vamos dizer que você queira permitir que outro usuário interaja com seu terminal. Nesse caso faça, dentro do screen, os comandos C-a :multiuser on C-a :acladd NOMEDOUSUÁRIO e envie para ele a sessão que ele deve se conectar . Ele deverá então se conectar via SSH na mesma máquina e conectar na sessão iniciada com

$ screen -x [OWNER/][pid.tty.host ou SESSIONNAME

onde OWNER seria o meu nome de usuário (Pois eu que criei a sessão). Para fins de exemplo vamos dizer que quero permitir que outro usuário (jsilva) entre na minha sessão chamada "teste"). Primeiro eu permito a ele conectar com os dois comandos anteriores e então ele usaria

$ screen -x cawal/teste

Uma vez ali, caso os dois estejam olhando uma mesma janela a interação é compartilhada simultaneamente, mas usuários diferentes podem estar em janelas diferentes sem problemas.

Caso  queira permitir apenas que o outro olhe oque está fazendo, mas não que interaja, antes de enviar para ele os dados da sessão use C-a aclchg NOMEDOUSUÁRIO -w  '#' para retirar a permissão de escrita dele.

Concluindo

O screen pode ser muito útil nalguns momentos. O Blog PotHix tem um post interesante de como usá-lo para pair-programming (Linux, Vim, Screen e Pair programming!). Abaixo há uma tabelinha de consulta rápida do que foi dito aqui. Uma última dica é não usar o programa para manter aberto aplicativos GUI, pois na hora do detach ele irá dar erro nos eu gerenciador de janelas, podendo mesmo derrubá-lo de vez. Bom uso!

Fora do Screen:
screen -ls #Mostra as sessões iniciadas para esse usuário
screen -r #retorna à uma sessão que você desconectou anteriormente
screen -x [OWNER/][pid.tty.host ou SESSIONNAME]#entra numa sessão ativa
screen -S SESSIONNAME #dá SESSIONNAME de nome para a sessão (facilitar identificação dela)
screen -L #Ativa o log de tudo oque estiver sendo feito
No Screen:
C-a ? -> mostra a lista de comandos para o screen
C-a c -> cria uma nova janela
C-a w -> lista as janelas (parte de baixo ou no título da janela)
C-a p -> vai para a janela anterior (previous)
C-a n -> vai para a próxima janela (next)
C-a d -> sai da sessão SEM terminá-la (detach)
C-a S -> Divide a área em duas regiões uma abaixo da outra
C-a | -> Divide a área em duas regiões uma acima da outra
C-a X -> Remove a região atual
C-a Q -> Remove todas as regiões que não sejam essa
C-a <tab> -> troca entre as regiões
C-a :multiuser on -> ativa o modo multi-usuário
C-a :acladd NOME -> permite que o usuário NOME se conecte a essa sessão
C-a :aclchg NOME -w '#' -> retira a permissão de escrita do usuário NOME
Nesse caso, o usuário NOME só pode observar e mandar mensagens
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Written by CaWal

julho 4th, 2010 at 10:49 pm

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Sobre marshmallows e inovação…

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Olá, calouro!* Perdi uma aula importante hoje (aliás, não só importante mas também uma aula em que meu orientador é o docente, que tem apenas mais um aluno –que deve também ter perdido a aula pelo mesmo motivo que eu– e que eu deveria apresentar o meu andamento… ou seja, ferrei-me forte) mas para não perder o interessante assunto dela que tal um post? Conheça o…

O Desafio do Marshmallow

Sustentar um marshmallow numa torre pode ser mais difícil que você acredita que seja...

Sustentar um marshmallow numa torre pode ser mais difícil que você acredita que seja...

Como fazer com que as pessoas pensem melhor na forma que gerenciam seus projetos e interagem umas com as outras durante o mesmo? Que tal pedir que construam uma torre de macarrão para sustentar um marshmallow?

Parece bobo, mas não o é: Esse desafio vêm sendo proposto à alguns anos por Tom Wujec (página pessoal) em diversas reuniões de executivos, engenheiros  e mesmo entre crianças do jardim-de-infância com interessantes resultados!

Divididas em grupos pequenos, as pessoas devem construir a mais alta torre de macarrão que conseguirem com um marshmallow no topo em 18 minutos. Para isso contam apenas com algum barbante e fitas adesivas.Ao final do tempo a torre deve ser capaz de se manter em pé sozinha sobre a mesa e sua altura é medida. Ganha o grupo que construir a maior.

Regras simples? Sim, mas de conseqüências surpreendentes: a maior parte dos grupos não consegue nem mesmo construir uma torre que suporte o marshmallow e de todos os grupos as crianças do jardim-de-infância são as que mais freqüentemente completam o desafio logo na primeira vez!

Tentar e testar constantemente são a vantagem das crianças

Tentar e testar constantemente são a vantagem das crianças

Aparentemente a maior vantagem que as crianças tem nesse desafio é que, diferente dos adultos que primeiro pensam e discutem entre si  em qual seria a “melhor forma” de construir a torre e só nos momentos finais, a garotada vai fazendo tentativas e erros (os conhecidos protótipos) até que cheguem em algo que funcione realmente. Em outras palavras, por não se apegarem a não errar e fazerem mais tentativas de forma mais rápida elas (as criuanças) evitam pôr tudo a perder tentando apenas uma vez, e também aprendem mais rapidamente oque dá e oque não dá certo. Também, diferente dos adultos que constroem a torre para depois colocar o marshmallow sobre ela (partem de um ponto qualquer e tentam chegar no objetivo), as crianças costuma começar colocando o marshmallow em um dos palitos de macarrão e então construindo a torre em baixo (partem do objetivo e tentam construir a base para ele).

Partindo do objetivo para o método, as crianças inovam mais que os adultos.

Partindo do objetivo para o método, as crianças inovam mais que os adultos.

Existem outras metáforas que Tom Wujec coloca sobre as várias partes do desafio, mas realmente acho que a principal mensagem é essa: crie um caminho no sentido de trazer o objetivo até você e faça todas as tentativas que puder, pois acreditar que todos os conceitos que você assumiu são verdadeiros podem te levar a por tudo a perder no momento crítico.

Quem quiser saber mais sobre o Desafio do Marshmallow eu indico assistirem o a palestra em vídeo e depois conhecer o site explicativo.

* Conversando ontem com alguns amigos cheguei a  conclusão que, se eu estou escrevendo para passar a alguém aquilo que aprendo durante a graduação e que não é ensinado através das aulas que todos têm que passar, meu principal alvo (quem provavelmente vai aproveitar mais daquilo que é colocado aqui) é você, o ilustre indivíduo que ainda não passou por nada! Sendo assim, mais uma vez: Olá calouro!
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Written by CaWal

maio 16th, 2010 at 1:34 pm

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Sobre correrias e fugas

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Estávamos conversando uma tarde dessas, sem que nenhum de nós tivesse algo mais interesssante para fazer que estar ali e conversar, e você desabafou que sempre fugia dos seus problemas e que se ocupava cada vez mais como auto-defesa. Na mesma hora compreendi oque falava por experiência própria, mas não quis te contar que eu também fujo…

Fujo de meus medos… de meus erros… de minhas fraquezas… Me levanto e tento encarar isso tudo de frente, mas sou afobado em resolver tudo de uma só vez, me canso rapidamente e então volto a fugir novamente…

Cada dia aceito mais uma coisa para fazer, cada dia procuro uma forma mais de ser responsável por algo que eu sei que outra pessoa poderia se ocupar no meu lugar… isso porque sem essas coisas para me manter ocupado eu me sinto um pouco menos importante, como se meu brilho estivesse mais fraco e eu usasse ser ocupado como uma forma de esconder isso.

Me mantenho o tempo que posso correndo de um lado ao outro e pensando que tenho coisas demais para fazer de forma que não me lembre daquilo que passa comigo… dos meu erros e defeitos… e que vivo todos os dias apenas para mim…

Talvez meu erro seja não saber viver para mim e por mim e esquecer um pouco da outras pessoas. Talvez eu devesse primeiro para de achar que eu tenho que provar a cada minuto o porquê de estar onde estou mesmo tendo agido sempre de forma tão despreocupada quando tantos outros passaram cada segundo se esforçando e estacaram muitos metros atrás.

Será que, se hoje eu estou aqui, se cheguei e continuo andando, que sabe eu não precise provar o caminho que ficou para trás, não é? Talvez eu pudesse tirar esse peso de meus ombros e me centrar naquilo que ainda vou passar, que ainda não encontrei…

Fiquei feliz em ver que não sou apenas eu que uso estar ocupado como forma de fuga, que corre de si mesmo para não pensar no que é não estar correndo… Não que isso seja algo desejável, mas porque me sinto um pouco menos sozinho ao observar isso. Quem sabe tanto eu quanto você poderemos logo deixar esse hábito em prol de algo mais útil para nós mesmos? Vou torcer pela sua vitória!

Maybe I'm (not) a lion (yet)...

Maybe I'm (not) a lion (yet)...

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Written by CaWal

abril 26th, 2010 at 11:05 am

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Dica Rápida: GTalk e os bots tradutores

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Para quem lida o tempo todo com textos em outras línguas, como nós da Informática Biomédica, e também passa muito tempo resolvendo coisas via GMail e GTalk, a Google dispôs uns bots para você adicionar como contato no GTalk que fazem a tradução de tudo oque vocÊ envia para eles como texto.

Adicione esses dois para traduzir de português para inglês e vice-versa:

pt2en@bot.talk.google.comen2pt@bot.talk.google.com

Para outros bots úteis, olhe a página abaixo:

http://www.google.com/support/talk/bin/answer.py?hl=en&answer=89921

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março 5th, 2010 at 8:04 pm

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Uma lágrima para minha avó

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Hoje minha avó morreu e até agora isso parece-me tão longe de ser verdade que não tenho idéia se estou bem ou não… Bom, seja como for com certeza não estou bem…

Estamos indo de carro para a cidade em que ela morava. Enquanto a mesma estrada que muitas vezes vi antes passa ao meu lado eu paro um pouco para entender isso tudo, pois nunca passei por nada parecido antes… Talvez como uma licença poética do clima, o Sol está quente e forte sobre o carro, mas parece-me que tudo em volta indica que uma chuva forte chegará logo logo. (Quem sabe se formos mais rápidas que ela não possamos evitá-la?)

Tenho medo agora. Hesitei muito antes de entrar no carro, e até agora me pergunto se não devia ter ficado no meu quarto. (Será que indo posso fazer algo melhor do que ficando? Tenho dúvidas em o quanto posso ajudar alguém nesse momento…) Nos quinze minutos em que eu cochilei durante a tarde depois que soube do ocorrido sonhei um sonho muito ruim em que tods estavam organizando tudo e eu andava de um lado ao outro sem conseguir abrir os olhos (ou talvez estava mesmo cego…), e tudo oque eu tinha era uma sensação pouco nítida do mundo… Em meio ao sonho, notando a minha incapacidade de ajudar, apenas me ajoelhei e rezei que algum dos santos que minha vó acreditava tanto fizessem por ela aquilo que não posso fazer agora…

Eu tenho dúvidas se não serei um incômodo lá, entre as outras pessoas. Estou muito triste, e provavelmente com tanto medo quanto todos lá devem estar, mas sinto que a vida ainda bate à porta lembrando que ainda à muito para fazer e muitas chances para dar risada. Sinto ainda alguém me lembrando a frase que uma vez ouvi e que dizia que aqueles que se vão não sofrem senão pela tristeza dos vivos, e que a morte é tão parte da vida como todas as outras coisas (senão ainda mais). Tenho medo de falar alguma dessas coisas e ser mal compreendido, mas será que não estou mesmo louco?

______________________________

Acho que o meu maior receio nessa situação não é por mim, mas sim pela minha mãe e pelo meu avô: espero que eles sejam capazes de continuar a vida depois de hoje com tanta garra quanto antes tinham

Minha avó e meu avô se casaram aos vinte anos (ao algo próximo a isso) e o companheirismo que eles sempre tiveram é provavelmente o exemplo que mais quero seguir dentre todos os que já presenciei. De fato, eu e minha ex-namorada costumávamos falar quão maravilhosa era a idéia de depois de tantos anos ainda ver tanto carinho nos olhos de meu avô ao cuidar de minha avó. O que será dele, agora?

Já faz uma semana que escrevi isso e o tempo vai passando e nós vamos entendendo mais a situação…

Meu avô foi mais forte que eu esperava  e ele que me consolou, não o contrário como eu deveria fazer… No dia seguinte foi o enterro e em nenhum momento eu tive coragem de olhar o corpo de minha avó, mas realmente cada vez mais eu via que todos ali também estavam tristes mas esperando ainda muita alegria da vida. Afinal, nossa morte é a única coisa que não adianta fugirmos enquanto estamos vivos, não é?

Bom, a alegria de viver está aqui novamente em mim, como acredito que minha avó deseja(ria) que assim fosse. Logo no outro dia pensei: Como posso eu ousar ficar triste depois que ela se foi se enquanto ela estava viva fez tanto para eu ser feliz?

Vó, segue seu caminho em paz pois aqui eu vou fazer da minha vida o melhor como você queria!

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março 5th, 2010 at 7:51 pm

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Sob o Arcano do Louco: dias de mudanças

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Das muitas formas de representar conhecimentos e estimular o pensar que eu já tive contato uma das que me chama mais atenção é o Tarô: seus 22 arcanos maiores (que são o único conjunto de cartas que posso falar um pouco já que não li com atenção sobre os 56 arcanos menores) são um convite à análise de qualquer coisa a partir de outros pontos de vista, bem como uma descrição geral de  fatores que podem estar presentes em qualquer processo passível de um ser humano sofrer.

Espero que essa minha primeira afirmação não seja levada como desrespeito aos leitores do meu blog, uma vez que prometi aqui colocar sobre a vida dos graduandos em Informática Biomédica (e sei o pouco que estou fazendo isso) mas vamos tirar uma licença para fazer outro “estudo de caso” me usando como exemplo e vamos esquecer que o Tarô é utilizado como oráculo (então deixemos de lado o “ver o futuro” e vamos nos atentar apenas nas idéias bases de cada carta, ok?). Caso ofenda alguém, ou passe a parecer menos “sério” à essa pessoa, peço desculpas. Não vou falar aqui sobre Tarô, nem planejo fazer isso qualquer dia, mas apenas vou usar a idéia para dar um plano de fundo para meus pensamentos.

No Tarô, como estamos olhando agora, cada carta parece ser um pedaço de um processo: Inicia-se o processo na primeira lâmina, que mostra um homem pronto para tomar uma ação qualquer, e cada lâmina subseqüente é um aspecto possível do desenrolar de uma busca. Pouco antes do fim, logo após uma lâmina convenientemente chamada “Julgamento”, aparece uma lâmina sem número chamada “O Louco”, logo antes da carta que simboliza o atingir o objetivo da forma mais benéfica possível, que seria o arcano “O Mundo”.

Arcano sem Número - O Louco

Arcano sem Número - O Louco

“O Louco” sempre me assustou mais que qualquer outra carta: Um andarilho, de vestes rasgadas, caminhando despreocupadamente para algum lugar e levando apenas uma pequena trouxa de coisas sempre me pareceu uma imagem terrível que simbolizaria a irresponsabilidade e a deixar de lado. Como eu sempre acreditei em poder criar coisas duráveis, a idéia de toda uma caminhada para chegar a um ponto em que eu não tivesse outra escolha além deixar aquilo que construí me era, talvez, o pior fantasma que me acompanhava em tudo oque fiz, e por isso sempre fiz o máximo para não deixar nada para trás.

Hoje, talvez, eu entenda melhor a idéia por trás dessa figura inicialmente tão asssustadora e o porque que me falavam que “O Louco” era o mesmo homem ativo que aparecia na primeira lâmina (”O Mago”) e que não significava um fim de processo, mas sim um novo começo.

Muita coisa mudou em minha vida nos últimos tempos… Coisas boas que nunca esperara aconteceram e coisas que muito lutei em prol se perderam… e então, depois de muitos momentos em que não sabia se devia estar feliz ou triste, resolvi tentar usar o momento para evoluir além daquilo que me fazia me sentir mal. E então entendi melhor a idéia por trás deste arcano.

“O Louco”  é mesmo “O Mago”: hoje me sinto podendo, novamente, tomar qualquer direção e qualquer atitude, mas também sinto que é hora de deixar tudo oque não me adiciona nenhuma qualidade ou que seja produtivo para que eu possa novamente atingir meus objetivos. Não é como se eu realmente tenha que deixar TUDO de lado, como eu pensava antes, pois a trouxa representada na figura sempre esteve lá para me lembrar que algumas coisas devem ser levadas, e o tamanho pequeno dela demonstra que as coisas a serem levadas devem ser reduzidas apenas ao mínimo útil. Abstraindo um pouco a figura podemos entender que ali cabe todos os instrumentos que o homem da primeira carta precisa, então nada de valor mesmo é deixado de lado.

Hoje tento deixar de lado, então, as coisas que não me são úteis: o medo de perder, o medo de sofrer, o medo de ser incapaz, projetos que ficaram no passado e que não poderão ser retomados, grupos em que falte iniciativa e tudo aquilo que é “morno” e sem um objetivo forte. Não compreenda mal, o leitor, acreditando que isso significa apenas “não se importar com nada”, pois é exatamente o contrário: É poder separar aquilo que é supérfluo daquilo que é realmente sólido e, assim, poder colocar ainda mais concentrada a força-de-vontade que disponho.

Representação artística da lendária fênix, ressaltando a idéia de "ave de fogo"

Representação artística da lendária fênix, ressaltando a idéia de "ave de fogo"

Algumas coisas mudam, outras nunca se tranformam. Já há anos que comparo minha vontade como o fogo de uma fênix: ela “queima”, e nisso leva tudo oque está no caminho até o objetivo enquanto existe (e nisso dura muito tempo se necessário), mas se os obstáculos são mais fortes e a vencem até as cinzas, basta o primeiro vento para ser criado novamente um fogo tão, ou mais, forte quanto era no início.

Esse novo fogo sempre vem com a sabedoria do antigo, mas também vem com o impulso do jovem e rapidamente percebe se o antigo objetivo ainda é tão válido quanto parecia ou se há outros caminhos mais interessantes a seguir. Não que se ressinta de ter sido vencido, pois ele tenta novamente se a reconpensa é válida, mas sim tem a capacidade pensar ainda outra vez antes de voltar a queimar aquela mesma direção.

Talvez ao leitor por vezes também ocorra situação semelhante… Quem sabe um(a) informata biomédico(a) de uma turma nova passe por algum momento assim e lendo isto perceba que não é só ele(a) que por vezes fraqueja mas continua a andar e encontre aqui mais força… Se qualquer dia estas palavras forem úteis para mais alguém além de mim, seja esse alguém quem for, terão cumprido sua tarefa.

OBS: Há sim idéias negativas associadas ao “O Louco”, entre elas mesmo a loucura, a incapacidade e a perda, que são exatamente todo o contrário que a signifiquei aqui (e note que posso ter dado uma definição errada sobre algo que li). A isso entendo como um aviso para não me demorar nessa fase nem exagerar em deixar coisas, pois poderia acabar deixando para trás algo realmente importante. Espero ser capaz de discernir  quando transformar essa carta sem número novamente na primeira…
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Written by CaWal

fevereiro 13th, 2010 at 1:04 am

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Sobre probabilidades e pontos de vistas:

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Este post é dedicado a um amigo que me ensinou a usar a Navalha de Occam corretamente.
door door door
Um tempo atrás eu e um amigo meu conversávamos e sobre um determinado exercício de um livro de probabilidade que para nós parecia errôneo. Nele dizia:
Num determinado show de tv uma das atrações é um jogo no qual são apresentadas três portas, sendo que atrás de apenas uma há o prêmio. O fluxo do jogo é o seguinte: você escolhe uma porta; um amigo seu escolhe uma das outras duas portas e a revela, se assegurando que atrás dessa porta não esteja o prêmio (Ele pode saber em qual porta está o prêmio mas vocês não podem se comunicar em nenhum momento.); é dado à você a oportunidade de trocar de porta se quiser (Entre a que você escolheu inicialmente e aquela que o seu amigo não abriu.); então é aberta a porta que você tiver escolhido no final. Mostre que se você escolher trocar de porta no final você tem mais chances de ganhar doque se não trocar de porta.
Nosso raciocínio naquele momento:
São três portas, em uma  está o prêmio e eu posso escolher uma delas em um primeiro momento (1/3 de chances de acertar).
Meu amigo abre uma das portas. Se a porta que eu escolhi é a porta do prêmio ele vai poder abrir qualquer uma das outras duas. Caso não seja, ele vai abrir aquela que não tem o prêmio.
De toda a forma vai sobrar uma porta com o prêmio e outra sem, sendo que eu não tenho como diferenciar qual opção ocorreu (Se eu já estou na porta certa ou não.).Se estou na porta certa e troco eu perco; se estou na porta certa e fico eu ganho; se estou na porta errada e troco eu ganho; se estou na porta errada e fico eu perco. São duas chances de ganhar e duas chances de perder em 4 possibilidades de configuração espaçoXação. Como essa configuração de uma porta errada e outra aberta sempre acontece antes do final, achávamos que a chance de ganhar esse jogo era sempre de 1/2!
Ok, agora veja como erramos nosso raciocínio:
Nosso primeiro erro foi considerar que as duas escolhas de porta fossem experimentos aleatórios diferentes (1- decidir a porta correta e 2- decidir entre trocar do porta ou não), pois se em 1 acreditarmos que escolhemos a porta correta 2 seria sempre “escolher não trocar de porta” e o contrário seria também verdadeiro (Há grande correlação entre a decisão em 2 e nosso grau de crença na escolha feita em 1). Deveríamos ter pensado em termos de duas estratégias: “não trocar de porta até o fim” e “trocar de porta antes do fim”; apenas.
O segundo erro foi decorrente do primeiro que foi utilizar mal a informação gerada na hora que o “amigo” abre uma das portas:
Vamos considerar agora de outra forma essa atração, dessa vez como um todo: A idéia ainda é estar, ao fim do jogo, na porta com o prêmio, e sabemos que após nosso amigo abrir uma das portas as chances de o prêmio estar na porta que escolhemos ou na outra são iguais; mas agora vamos fazer o primeiro movimento (escolher uma porta pela primeira vez) já sabendo se usaremos a estratégia “não trocar de porta” ou a estratégia “trocar de porta”:
Se a estratégia que faremos será “não trocar de porta até o fim”, temos que escolher logo de cara a porta correta, e teremos 1/3 de chances de conseguir isso e essa é a probabilidade final de ganharmos segundo essa estratégia.
Se a estratégia que usaremos é “trocar de porta antes do fim”, temos que procurar escolher uma porta em que não esteja o prêmio inicialmente, pois se não o fizermos (e escolhermos a porta com o prêmio) perderemos ao trocar de porta, correto?
Ora, se antes a possibilidade de escolher a porta com o prêmio era de 1/3, podemos dizer que a possibilidade inicial de escolher uma porta que não tenha o prêmio é de 2/3! 2 vezes mais provável que escolher a porta certa da primeira vez, não é?
Ok, mas qual a utilidade disso?
Bom, se estamos escolhendo inicialmente uma porta que achamos ser a errada isso significa já decidimos que iremos trocar de porta antes do fim, não é? (Antes havíamos esquecido dessa correlação, como eu disse acima…) 1/3 da vezes teremos escolhido a porta com o prêmio e nosso amigo vai abrir aleatoriamente qualquer uma das portas, iremos trocar de porta e perderemos; mas 2/3 das vezes teremos escolhido uma porta sem o prêmio, nosso amigo abrirá outra porta (que tqmbém não terá o premio) e a porta não escolhida por nenhum de nós será aquela COM O PRÊMIO, trocaremos de porta e ganharemos!
Ok, mas ainda está meio confuso, né? Então pense assim: na primeira escolha, ao invés de dizer “eu acho que está nesta porta” (probabilidade de 1/3 de estar certo) você está dizendo “eu acho que está em uma dessas duas outras portas…” (probabilidade de 2/3 de estar certo) “…mas vou esperar meu amigo abrir uma delas para depois escolher a outra!”. Ao trocar de porta você realmente está aumentando as possibilidades de ganhar pois estaremos escolhendo realmente duas das três portas para arriscar no início do jogo!

Um tempo atrás eu e um amigo meu conversávamos e sobre um determinado exercício de um livro de probabilidade que para nós parecia errôneo. Nele dizia:

Num determinado show de tv uma das atrações é um jogo no qual são apresentadas três portas, sendo que atrás de apenas uma há o prêmio. O fluxo do jogo é o seguinte: você escolhe uma porta; um amigo seu escolhe uma das outras duas portas e a revela, se assegurando que atrás dessa porta não esteja o prêmio (Ele pode saber em qual porta está o prêmio mas vocês não podem se comunicar em nenhum momento.); é dado à você a oportunidade de trocar de porta se quiser (Entre a que você escolheu inicialmente e aquela que o seu amigo não abriu.); então é aberta a porta que você tiver escolhido no final. Mostre que se você escolher trocar de porta no final você tem mais chances de ganhar doque se não trocar de porta.

Conversamos, conversamos e conversamos e achamos que não havia porque sua chance aumentar se você troca de porta seja em que hora for, pois sempre a chance de acertar seria igualmente distribuída entre as portas. Nosso raciocínio naquele momento:

São três portas, em uma  está o prêmio e eu posso escolher uma delas em um primeiro momento (1/3 de chances de acertar).

Meu amigo abre uma das portas. Se a porta que eu escolhi é a porta do prêmio ele vai poder abrir qualquer uma das outras duas. Caso não seja, ele vai abrir aquela que não tem o prêmio.

De toda a forma vai sobrar uma porta com o prêmio e outra sem, sendo que eu não tenho como diferenciar qual opção ocorreu (Se eu já estou na porta certa ou não.).Se estou na porta certa e troco eu perco; se estou na porta certa e fico eu ganho; se estou na porta errada e troco eu ganho; se estou na porta errada e fico eu perco. São duas chances de ganhar e duas chances de perder em 4 possibilidades de configuração espaço x ação. Como essa configuração de uma porta errada e outra aberta sempre acontece antes do final, achávamos que a chance de ganhar esse jogo era sempre de 1/2!

Ok, agora veja como erramos nosso raciocínio:

  • Nosso primeiro erro foi considerar que as duas escolhas de porta fossem experimentos aleatórios diferentes (1- decidir a porta correta e 2- decidir entre trocar do porta ou não), pois se em 1 acreditarmos que escolhemos a porta correta 2 seria sempre “escolher não trocar de porta” e o contrário seria também verdadeiro (Há grande correlação entre a decisão em 2 e nosso grau de crença na escolha feita em 1). Deveríamos ter pensado em termos de duas estratégias: “não trocar de porta até o fim” e “trocar de porta antes do fim”; apenas.
  • O segundo erro foi decorrente do primeiro que foi utilizar mal a informação gerada na hora que o “amigo” abre uma das portas:

Vamos considerar agora de outra forma essa atração, dessa vez como um todo: A idéia ainda é estar, ao fim do jogo, na porta com o prêmio, e sabemos que após nosso amigo abrir uma das portas as chances de o prêmio estar na porta que escolhemos ou na outra são iguais; mas agora vamos fazer o primeiro movimento (escolher uma porta pela primeira vez) já sabendo se usaremos a estratégia “não trocar de porta” ou a estratégia “trocar de porta”:

  • Se a estratégia que faremos será “não trocar de porta até o fim”, temos que escolher logo de cara a porta correta, e teremos 1/3 de chances de conseguir isso e essa é a probabilidade final de ganharmos segundo essa estratégia.
  • Se a estratégia que usaremos é “trocar de porta antes do fim”, temos que procurar escolher uma porta em que não esteja o prêmio inicialmente, pois se não o fizermos (e escolhermos a porta com o prêmio) perderemos ao trocar de porta, correto? Ora, se antes a possibilidade de escolher a porta com o prêmio era de 1/3, podemos dizer que a possibilidade inicial de escolher uma porta que não tenha o prêmio é de 2/3! 2 vezes mais provável que escolher a porta certa da primeira vez, não é?

Certo, mas qual a utilidade disso?

Bom, se estamos escolhendo inicialmente uma porta que achamos ser a errada isso significa já decidimos que iremos trocar de porta antes do fim, não é? (Antes havíamos esquecido dessa correlação, como eu disse acima…) 1/3 da vezes teremos escolhido a porta com o prêmio e nosso amigo vai abrir aleatoriamente qualquer uma das portas, iremos trocar de porta e perderemos; mas 2/3 das vezes teremos escolhido uma porta sem o prêmio, nosso amigo abrirá outra porta (que tqmbém não terá o premio) e a porta não escolhida por nenhum de nós será aquela COM O PRÊMIO, trocaremos de porta e ganharemos!

Humm, mas ainda está meio confuso, né? Então pense assim: na primeira escolha, ao invés de dizer “eu acho que está nesta porta” (probabilidade de 1/3 de estar certo) você está dizendo “eu acho que está em uma dessas duas outras portas…” (probabilidade de 2/3 de estar certo) “…mas vou esperar meu amigo abrir uma delas para depois escolher a outra!”. Ao trocar de porta você realmente está aumentando as possibilidades de ganhar pois estaremos escolhendo realmente duas das três portas para arriscar no início do jogo, e não apenas uma delas!

——————————–

Ok, ok, e oque tem isso de legal se na verdade é um exercício básico daquele livro? (Ou seja, não tem nada de genial em eu ter entendido o problema…)

A verdade é que isso me lembrou como é importante tentar ver sempre “a mais” do que estamos vendo mesmo quando achamos que um algo é certo: Mesmo numa situação “controlada” como seria o “Resolver um exercício básico” (Em que o autor deve ter pensado como seria a melhor forma de passar aquele conceito através do exercício…) foi por olhar pelo ponto de vista errado que me causou não conseguir acertar, e isso pode ser abstraído não apenas para a graduação toda, mas para toda a vida (que tem situações muito menos controladas e difíceis de você ver todos os lados…)!

(Mas oque me chamou a atenção mesmo é entender isso de “olhar por outro lado” é que aconteceu fazendo um exercício de matemática… talvez haja alguma “sabedoria de vida” possível de ser retirado das ciências exatas, não é? Hahahahaha….)

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janeiro 30th, 2010 at 12:42 pm

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Descobrir se um IP numa String é da máquina local

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Seguindo o ideal de que deixando para o próximo algo do conhecimento que obtivemos a passar pelo caminho permitimos que esses chegue mais longe, vou colocar aqui um código que eu fiz durante a disciplina IBM1046-Redes de Computadores.

Um dos problemas que surgiu no meu projeto era saber quando uma String contendo um endereço I.P. continha um I.P. que é associado à máquina local para setar corretamente um parâmetro do projeto. Sofri um pouco mas encontrei uma forma de fazer isso em Java (o projeto todo era em Java…):

import java.net.InetAddress;
import java.net.NetworkInterface;
import java.net.SocketException;
import java.util.Enumeration;

public class Conveniences {

static boolean matchesAsALocalIP(String ip){
 boolean matches = false;

 if(ip.equalsIgnoreCase("localhost"))
 return true;

 try {
 Enumeration<NetworkInterface> e = NetworkInterface.getNetworkInterfaces();
 while(e.hasMoreElements()){
 Enumeration<InetAddress> i = e.nextElement().getInetAddresses();
 while(i.hasMoreElements()){
 if(i.nextElement().getHostAddress().equalsIgnoreCase(ip))
 return true;
 }
 }
 } catch (SocketException e) {
 // TODO Auto-generated catch block
 e.printStackTrace();
 }
 return false;
 }

}

Bom, acho que pode não ser a melhor forma de fazer isso, dá para dar uma limpada e tal, mas serviu muito bem. Espero que sirva a mais alguém além de mim e se alguém tiver uma forma mais elegante de fazer isso que por favor me indique.

(A indentação está mal colocada por algum problema do plugin para mostrar o código, mas até um próximo código-fonte que eu colocar eu entendo o problema e resolvo.)

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Written by CaWal

janeiro 19th, 2010 at 12:22 am

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